A brasileira Luna Hardman é a Miss Quebramar Cup 2026, depois de bater na final a compatriota Maíra Viana, numa final em que as condições do mar as obrigaram a surfar no inside.
18 anos depois, Luna Hardman sucede à mãe, Neymara Carvalho, que se quedou pela Ronda 3, como vencedora da Miss Quebramar Cup, ela que aquando do triunfo materno, em 2008, tinha apenas dois anos de idade.
“A minha mãe tem uns dois troféus destes lá em casa e eu, desde pequena que gostava muito deles, por causa da areia que tem no interior e desliza de um lado para o outro. Agora consegui ganhar o meu primeiro e parece que é o destino”, afirmou, no final da competição, a nova Miss Quebramar Cup.

O dia nasceu com um mar bem maior do que no dia anterior, proporcionando grandes ondas. No entanto, a forte corrente para Sul, dificultou enormemente o trabalho das atletas, mas nenhuma se negou ao desafio. Afinal, esta era uma prova válida para a IBC Bodyboarding World Tour.

Na final, depois de ambas as bodyboarders terem experimentado surfar no outside, regressar ao pico tornou-se uma tarefa hercúlea, pelo que as atletas optaram por surfar mais junto à praia.
Aí, apesar da pouca profundidade de água, as duas brasileiras surfaram 10 ondas, com a estreante no mar da Costa Nova Luna Hardman a ser mais feliz nas suas escolhas, conseguindo um score de 7.65 pontos (3.90 + 3.75), enquanto Maíra Viana somou apenas 6.25 pontos (3.35 + 2.90).

A final foi muito disputada, com as atletas a procurarem as melhores ondas dentro das condições que estavam, tendo mesmo Maíra Viana, pouco depois da final arrancar, ter abandonado a competição, regressando pouco depois, abrilhantando a vitória da compatriota pela luta que deu.

Luna Hardman acabou por dominar todos os resultados na edição 22 do campeonato mais perfumado do bodyboard mundial, conseguindo o melhor score da prova, com 13.25 pontos, seguindo-se-lhe Teresa Padrela, com 12.60 pontos, fechando o pódio Maíra Viana, com 12.30 pontos.

Também a melhor onda foi surfada por Luna Hardman (8.00 pontos), seguida por Teresa Padrela (7.75 pontos) e Maíra Viana (7.25 pontos), numa prova em que as 22 atletas presentes surfaram um total de 257 ondas.

Depois de uns 1/4 de final com quatro embates luso-brasileiros, nas meias-finais a tendência manteve-se, com Marta Leitão e Teresa Padrela a conseguirem alcançar essa fase da prova – terminando na terceira posição ex aequo.
Contudo, aí as brasileiras foram mais fortes e a Miss Quebramar Cup 2026 teve uma final totalmente brasileira.

LUNA HARDMAN (Brasil): “Estou cansada, mas foi um bom campeonato. Conheci mais um lugar lindo, adorei as casinhas às riscas e a comida… O mar estava muito difícil, pelo que todas estão de parabéns por surfar neste mar grande. Nos dois dias, tive oportunidade de surfar vários tipos de ondas e, como profissionais, temos de estar preparadas para tudo. E foi o que fiz, mostrei todo o meu surf. O mar estava grande e difícil, mas adaptei-me bem. Vencer aqui e conquistar este troféu, que adoro desde criança, é a realização de um sonho. Este é um campeonato lindo e espero que, dentro em breve, seja uma etapa da Prime Series”.
MAÍRA VIANA (Brasil): “Bem, para mim, foram dois dias de superação, por desloquei um ombro na prova das Maldivas e, nestas condições de mar, exigiu muito de mim. Chegar à final dá-me mais gás para a etapa de Sintra. O mar hoje estava bem diferente de ontem, com séries bem grandes… e contra a natureza o humano pouco pode. Estou muito satisfeita por ter chegado à final com tantas campeãs na competição. Este é um lugar lindo e ter um evento só feminino engrandece ainda mais. A gente vem para incentivar e valorizar o campeonato, que este ano conta para a IBC Bodyboarding World Tour. Pode ser que para o próximo ano atribuam mais pontuação à prova”.
TERESA PADRELA (Portugal): “Foi bom, é o meu primeiro pódio numa prova do mundial. Aqui teve mais atletas do que na etapa das Maldivas, apesar de valer menos pontos, por isso… estou no topo. As condições estavam difíceis, mas consegui mostrar o meu surf e lutar por um lugar na final. Foram dias intensos e agora é fazer reset para atacar o Nacional, em São Jacinto”.
MARTA LEITÃO (Portugal): “Foi um reencontro muito especial com este campeonato. Assim que soube que o campeonato voltava a ter bodyboard e a contar para o Mundial, tratei logo de estar presente. Correu muito bem, não vinha com expectativas nenhumas e conseguir um pódio foi muito bom. As condições estavam muito difíceis e estamos todas de parabéns por nos termos desafiado a enfrentar este mar. Consegui uma onda boa em cada um dos heats, o que me deixa satisfeita nestas condições. Há 10 anos que não competia na Costa Nova e alcançar um pódio é muito bom. Contar para o Mundial é termos mais uma oportunidade de ter uma etapa com as melhores em Portugal. Quero agradecer o esforço da organização de dar o incentivo de ter algumas das melhores do Mundo presentes”.
