O segundo dia do Sintra Pro Fest, que vai até 6 de setembro, etapa portuguesa do Circuito Mundial de Bodyboard, ficou marcado por condições difíceis para os atletas, com mar muito pequeno, mas também por isso, muita superação, com a corrida ao título mundial feminino ao rubro tendo atletas portuguesas em destaque, sobretudo Joana Schenker, que ocupa presentemente o segundo lugar do ranking, e que garantiu a passagem direta à ronda 5, a um passo dos 1/4 de final, com um triunfo no heat da ronda 3 frente a Teresa Padrela (que também avança à ronda 5), Alexandra Rinder (Áustria) e Emiliana Gonzalez (Chile).


Fotos de João Araújo

Por sua vez, a outra top internacional portuguesa, Filipa Broeiro, que ocupa a quarta posição da lista da IBC, também garantiu a passagem direta à ronda 5, a par da regressada Marta Leitão, veterana nacional que está a assinar um percurso bastante interessante na prova.

Assim, contas feitas, são cinco as portuguesas presentes na ronda 5: Joana Schenker, Teresa Padrela, Filipa Broeiro e Marta Leitão, mais Luana Dourado, que teve de passar a ronda 4, de repescagens.

Internacionalmente, refira-se a eliminação da campeã mundial em título, Alexandra Rinder, bem como a passagem da líder do ranking mundial, a japonesa Namika Yamashita, além da presença de Neymara Carvalho, pentacampeã mundial de 50 anos.

“Este é um campeonato muito importante para mim e para a corrida do título”, assumiu Joana Schenker, de 38 anos, reconhecendo as dificuldades do dia: “O mar estava muito complicado, muito pequeno, e essas condições tornam as diferenças entre as atletas muito pequenas, fica uma lotaria. Felizmente, consegui garantir a passagem à ronda 5. Diria mesmo que nesta altura o importante é sobreviver.”

Na competição masculina, o destaque local foi para Miguel Ferreira, que conseguiu a proeza de bater o campeão mundial em título e 4x campeão na Praia Grande, Uri Valadão. Um triunfo simbólico, já que ambos passaram à ronda 5, mas que suscita alguma confiança no jovem de Carcavelos:

“O Uri é dos atletas mais bem-sucedidos em Sintra, mas sinto-me confiante e em forma, estudei o pico e sabia qual a onda boa para escolher e foi só executar. Ainda estamos numa fase muito preliminar da competição, mas espero conseguir, pelo menos, repetir a final do ano passado e, se possível tentar melhorar, mas sem essa pressão.”

O Sintra Pro Fest continua amanhã, embora com algumas interrogações acerca do estado do mar e que poderão mesmo condicionar o progresso da prova. Felizmente, este será, previsivelmente, o dia com o mar mais pequeno do período da competição, pelo que se espera bom bodyboard até domingo, dia das finais.

Fica atento para mais novidades.