Marrocos, Japão e Havai subiram aos lugares mais altos dos pódios Masculino, Feminino e Dropknee da 24.ª edição do Sintra Portugal Pro. 

Muita emoção e vencedores inéditos foram os ingredientes para mais um dia de decisões na grande festa do bodyboard que é o Sintra Portugal Pro 2019, a etapa mais antiga (realizada de forma ininterrupta) do circuito mundial que terminou esta tarde na Praia Grande. O marroquino Anas Haddar foi o vencedor da competição open masculina, a japonesa Sari Ohhara venceu a prova feminina, o havaiano Sammy Morretino triunfou no dropknee e o francês Ethan Capdeville bateu o português Rodrigo Lopes na final do Projunior.

Miguel Ferreira e Joana Schenker receberam troféus para os melhores portugueses, ambos em 5.º lugar do Pro Masculino e Pro Feminino, respetivamente.

Sem dúvida, o grande vencedor do dia foi Sammy Morretino, que venceu a competição de Dropknee numa final frente ao compatriota Dave Hubbard e assim conquistou o terceiro título mundial da especialidade pela terceira vez consecutiva. Marca importante se bem que distante do seu adversário na final, o mais galardoado especialista da modalidade, com oito títulos mundiais.

“Estou eufórico. Foquei-me muito nisto e bater o Dave [Hubbard] pelo terceiro ano consecutivo… sei que ele queria muito ganhar-me. Optei por uma boa estratégia e vencer contra o melhor especialista de dropknee do circuito mundial de sempre é a melhor sensação do mundo”, congratulou-se Morretino, atleta de 23 anos.

Na prova masculina, o marroquino Anas Haddar terminou o evento da mesma maneira que o começou: a surfar de forma incrível, não dando qualquer hipótese a Dave Hubbard, o havaiano que conseguiu a proeza de estar em duas finais do Sintra Portugal Pro, uma prova da incrível versatilidade que o tornou uma lenda deste desporto.

“Venho a Sintra praticamente todos os anos desde 2012. Faltei o ano passado por estar dedicado aos estudos, mas agora que terminei a escola quero dedicar-me totalmente ao circuito mundial. O meu objetivo este ano é ser campeão do circuito europeu, que lidero, mas foi incrível vencer aqui este evento do Mundial, pois dá-me boas perspetivas para 2020”, explicou Haddar.

Na prova feminina, um misto de comédia e emoção. A japonesa Sari Ohhara deixou toda a gente à sua espera na cerimónia de entrega de prémios, mas quando apareceu deixou todos os fãs comovidos com um discurso emocionado que a levou às lágrimas: “É o nono ano que venho a Sintra. Venho aqui desde que tinha 16 anos e conseguir esta vitória aqui depois de dois segundos lugares… demorei muitos anos a conseguir esta vitória. E é muito importante para o meu objetivo, ser finalmente campeã do Mundo. Sinto que é a minha vez!”

Finalmente, na divisão Pro Junior, uma vitória simbólica para os 25 anos de história deste evento, com o gaulês Ethan Capdeville, filho do antigo campeão mundial Nicolas Capdevile e antigo vencedor do Sintra Pro, a bater o português Rodrigo Lopes na final. O sul-africano James Clayden e o francês Simon Andrieux foram o terceiro e quarto classificados, respetivamente.

“Foi um bom treino para Viana do Castelo onde este Pro Junior será decidido. Infelizmente, escolhi o pico errado e o Ethan acabou por apanhar as melhores ondas e dominar o Heat. Mas em Viana tentarei fazer melhor e vencer”, sentenciou Rodrigo Lopes.

Em 2020 o Sintra Portugal Pro celebrará 25 anos e a organização promete mais e melhor para este histórico evento que a APB descreve (e bem) como “o coração do circuito mundial.”

Comentários