O caso de Kalani Lattanzi não deixa dúvidas: estamos perante um verdadeiro Waterman. Na verdade, o atleta brasileiro, de 21 anos, não dá que falar apenas com a sua prancha de bodyboard. Ele também é surfista e apanha ondas em bodysurf, aquela que é a forma mais pura de correr ondas.

Pela segunda vez em Portugal no espaço de alguns meses, o rider ‘zuca’ aproveitou uma das ondulações que varreu a costa portuguesa na passada semana (23 de dezembro) para se fazer às ondas da Praia do Norte acompanhado apenas dos seus pés de pato. Eis o que recolhemos sobre o essencial da experiência…
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Como definirias as ondas da Praia do Norte? São parecidas com as de Itacoatiara?
A Praia do Norte é um spot de ondas muito pesadas, mas, mesmo assim, eu continuo a achar Itacoatiara a onda mais pesada do mundo. A Praia do Norte fica em segundo lugar.

Porquê o regresso a Portugal e logo em dezembro quando, normalmente, faz bastante frio?
É simples. Onde vivo, em Niterói, no Brasil, nesta altura do ano não rolam ondas.

Até ao momento contas já com algumas sessões épicas no papo. Como está a ser a temporada até ao momento?
Bem, está incrível! Portugal e a sua costa está a surpreender-me. E não está tanto frio assim, para mim está ótimo. Todos falam que vai arrefecer mais, portanto, aí é capaz de complicar um pouco mais.

Qual consideras ser a melhor onda portuguesa?
Sem qualquer dúvida, a Praia do Norte.

Porquê entrar na Praia do Norte apenas de pés de pato?
Na verdade eu não entrei direto pela Praia do Norte. Fui a nadar desde a praia da Vila até à do Norte. Poucos sabem, mas eu comecei no Bodysurf e estou apenas a honrar as minhas origens. (risos) Não sei, acho que às vezes gosto apenas de fazer diferente.

Apanhaste algumas ondas nesta sessão? Quantas?
Claro. Entrar e não surfar é papel de comédia. (risos) Mas acabei por surfar três ondas. Algumas delas estão no meu Facebook e Instagram.

Como foi a sensação de estar no meio do Oceano com vagas tão grandes?
Foi bom. Senti-me à vontade lá dentro, mas no final acabei por nadar mais do que as ondas que surfei! (risos) Mas isso faz parte das sessões em big surf.

Pelo que viste até ao momento, que achas do fenómeno (ou movimento) do Surf/Bodyboard em Portugal?
O Surf e o Bodyboard em Portugal contam com uma boa visibilidade na imprensa e os portugueses têm um potencial enorme nos desportos aquáticos. Parabéns!

Nota: Em maio deste ano Kalani já tinha dado que falar em Puerto Escondido. Clica aqui para ver algumas imagens do swell em que esteve envolvido.


Fotografia: Tó Mané (Bodysurf), Vitor Estrelinha (Surf) & Máquina Voadora (Bodyboard)

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