O Dolce Vita Tejo quer criar um “shopping resort”, uma espécie de parque de diversões no centro comercial que permita aumentar o tempo de permanência dos visitantes. A notícia foi adiantada pelo Expresso a semana passada.

O projeto, que está a ser analisado pela Câmara Municipal da Amadora, tem previsto a criação de um ‘rocódromo’ (paredes de escalada) e de uma piscina de ondas para surf, entre outras diversões que os responsáveis preferem não desvendar por enquanto mas que irão reforçar as iniciativas pontuais que vão surgindo na praça e as concentrações geradas pelas transmissões de jogos de futebol no ecrã permanente que ali foi colocado, com 130 metros quadrados (m2), um dos maiores da Europa.

O Dolce Vita Tejo é ainda considerado o maior centro comercial de Portugal, com os seus 104.000 m2 de área bruta locável distribuídos por mais de 30 restaurantes, cerca de 300 lojas e 9000 lugares de estacionamento, entre outras valências.

Surf Lakes com aprovação de “Occy”

No outro lado do planeta, do dia para a noite nasceu um novo projeto de ondas artificiais. Depois da Wavegarden e da Kelly Slater Wave Co, eis que um grupo de investidores apresentou uma proposta para um “Surf Lake”, situado bem em frente ao Novotel Hotel de Manly. 

Nos últimos 18 meses um modelo deste “lago do surf”, com a escala 1:5, tem vindo a ser testado num complexo privado em Melbourne. No entanto, os responsáveis referem que uma versão do tamanho real está agora a ser construída algures na costa central de Queensland. 

A ideia original partiu de Aaron Trevis, um engenheiro mineiro e surfista frustrado que se juntou à Axstra Capital para reunir os fundos necessários para colocar de pé o projeto. Por um lado, Trevis quis criar os Surf Lakes para chamar a atenção de todos os surfistas através de ondas de 1 metro perfeitas. Por outro, a Axstra Capital viu na crescente popularidade do surf uma forma de ganhar algum dinheiro, fornecendo uma alternativa aos dias de flat e aos tubarões. 

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Na apresentação do projeto foram revelados alguns vídeos onde se pode ver uma direita mais tubular, para os mais afoitos, e uma esquerda mais comprida, lenta e gorda para surfistas de nível mais baixo. O lago em si, como se pode ver na imagem, detém a forma rectangular e, ao contrário da Wavegarden ou da KSWC, as ondas propagam-se através de uma plataforma que se encontra no centro. 

A linha de ondulação circular atinge assim vários bancos e cria as ondas, cerca de oito no total: quatro esquerdas e quatro direitas, incluindo uma secção chamada de “Occy’s Peak”. O campeão mundial de surf de 1999, Mark Occhilupo, é, na verdade, um dos rostos públicos do projeto.  

Os responsáveis referem que este novo complexo pode debitar 2400 ondas por hora (entre os oito picos), fornecendo sets aos utilizadores a cada 45 segundos. E para que o projeto não fique no papel, o complexo de Queensland estará pronto e a funcionar no final do ano. 

É o futuro a chegar?

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