A japonesa Sari Ohhara venceu hoje, na Fajã da Areia (São Vicente, Ilha da Madeira), o Bodyboard Girls Experience powered by Buondi, sexta e antepenúltima etapa do circuito mundial de bodyboard da Association of Professional Bodyboarders, que decorreu durante o fim de semana e que também contabilizou pontos para o ranking europeu – que ontem já tinha consagrado a portuguesa Joana Schenker campeã do velho continente.

Sari Ohhara bateu na final a brasileira Neymara Carvalho, detentora de cinco títulos mundiais e vencedora desta prova em 2016, colocando a cereja num desempenho irrepreensível ao longo dos dois dias de competição.

Com este desfecho, Joana Schenker, que perdeu nas meias-finais com Neymara Carvalho, vê adiada a hipótese de concretizar o sonho do título mundial. Pelo menos, até à Nazaré, onde se realiza próxima prova do calendário feminino da APB Tour, o Nazaré Pro, de 3 a 11 de outubro.

A algarvia até começou o dia da melhor maneira possível, a vencer uma bateria “da morte” com três campeãs do Mundo: Neymara Carvalho (5 títulos mundiais), Alexandra Rinder (2 títulos mundiais) e Isabela Sousa (4 títulos mundiais), com a vantagem de ter, assim, eliminado Rinder e Isabela.

Schenker, de 29 anos, viria depois a ceder perante a veterana de 41 anos, Neymara Carvalho, logo na ronda seguinte, mas aceitou a eliminação no BBGE de forma positiva, preservando o otimismo para a etapa nazarena ou, em último caso, para as Ilhas Canárias, mais especificamente para La Guancha, onde decorre, entre 14 e 28 de outubro, a derradeira etapa do circuito mundial feminino:Noticia_SaiVenceMad3

“O objetivo desta prova foi atingido ontem, com o título europeu. O outro, que era aumentar a minha distância pontual para a Alexandra [Rinder] e a Isabela [Sousa] também foi alcançado, pois acabei por substituir um 9.º por um 3.º lugar nas contas do ranking”.

Acerca da fatídica meia-final com Neymara Carvalho, a bodyboarder de Vila do Bispo explicou:

“Cometi um erro tático ao deixá-la ir numa onda em que tinha prioridade e que foi, precisamente, a onda em que ela conseguiu o ‘score’ que lhe deu a vitória, mas são coisas que acontecem. Na bateria anterior fiz as melhores ondas da bateria fora da prioridade porque elas me deixaram ir, por isso, faz parte.”

E para a Nazaré as expetativas são, obviamente, as melhores:

“Gosto da Nazaré, costumo dar-me bem ali, estou motivada, a sentir-me bem. Já atingi até mais do que esperava este ano, por isso, tudo o que vier além disto é bom.”

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O triunfo de Sari Ohhara e as contas do título

Entretanto, a japonesa Sari Ohhara, vencedora da etapa, manifestou-se visivelmente eufórica, embora minimizando o impacto deste resultado nas contas do título, afinal, após a vitória de Schenker na etapa de Sintra, a mais valiosa do circuito, apenas Alexandra Rinder e Isabela Sousa têm hipóteses de ainda se sagrarem campeãs. A espanhola de ascendência austríaca terá de vencer uma etapa e, pelo menos, chegar à final noutra; a brasileira terá de vencer as duas etapas que faltam, Nazaré e Canárias.

“Estou muito feliz com esta vitória”, começou por dizer Sari Ohhara, acrescentando: “Adorei tudo nesta prova e nesta ilha. A vitória foi apenas a melhor maneira de encerrar a semana. Não penso muito no ranking, simplesmente fiquei muito satisfeita com as boas ondas que surfei e diverti-me muito. Isso é o principal”.

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