O nevoeiro que, mais ou menos intensamente, marcou a 23.ª edição do Sintra Portugal Pro, acabou por se intrometer nas contas do Mundial feminino, interrompendo a final entre Joana Schenker e a brasileira Isabela Sousa e deixando tudo mais difícil para a portuguesa que, assim, se vê praticamente obrigada a vencer a etapa da Nazaré (4 a 14 de outubro), já que o livro de regras da APB lhe atribui o segundo lugar da prova ex aequo com Isabela.

“É claro que estou desiludida, pois queria ganhar”, assumiu Joana Schenker, campeã mundial em título, acrescentando: “Aqui foi uma força maior, foi a Natureza que decidiu. Agora, continua tudo igual, na Nazaré não tenho nem mais nem menos pressão com isto. A Natureza faz parte do jogo, também.”

Isabela Sousa alinhou pelo mesmo diapasão: 

“Queria que tivesse havido final, mas foi uma decisão que não nos cabe a nós. Fiz o trabalho que tinha de fazer e agora tenho de ir para a etapa da Nazaré.”

Com este resultado, a japonesa Ayaka Susuki, que terminou a prova em terceiro lugar a par da portuguesa Teresa Almeida, parte para a Nazaré ainda na liderança do ranking, mas com Joana Schenker, a espanhola Alexandra Rinder e Isabela Sousa com hipóteses de se sagrarem campeãs do Mundo.

A neblina ainda permitiu que se disputasse a final de Dropknee, que decidiu o título mundial desta variante de Bodyboard para o havaiano Sammy Morretino, o melhor num duelo que o opôs ao compatriota e antigo campeão Dave Hubbard.

Igualmente frustrados de disputar a final Open ficaram o francês Pierre-Louis Costes e o sul-africano Iain Campbell, ambos em segundo lugar. Resultado que não tem influência nas contas do título mundial. 

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