O Sintra Portugal Pro celebra o seu 20º aniversário com os melhores bodyboarders do Mundo a acorrerem à Praia Grande entre os dias 22 e 27 deste mês. Com alguns nomes grandes já confirmados, como o três vezes campeão mundial, Jeff Hubbard, do Havai, o seu irmão, Dave Hubbard, campeão de 2014 da prova sintrense e atual campeão do Mundo na variante de Dropknee, ou o francês da Ilha Reunião, Amaury Lavernhe, o campeão do Mundo em título. Para não falar no ex-campeão mundial e ex-campeão do Sintra, Pierre-Louis Costes, um favorito dos portugueses, pelo seu estilo espetacular mas também pelo facto de ter casado com uma portuguesa e estar a residir no nosso país há alguns anos.Apenas algumas das vedetas que poderemos ver evoluir nas ondas da Praia Grande e que se juntam a talentos nacionais como Manuel Centeno, Hugo Pinheiro, António Cardoso, entre outros.

Títulos mundiais em jogo na Praia Grande
Este ano, e mais uma vez, a penúltima prova do calendário mundial da APB define os campeões mundiais feminino e de Dropknee, com a campeã em título, Alexandra Rinder (Ilhas Canárias), a poder revalidar o seu título mundial em Sintra. A Praia Grande foi, aliás, o palco da conquista histórica do ano passado, com a atleta de origem alemã a sagrar-se a mais jovem campeã mundial de bodyboard de sempre, com 17 anos. Apenas alguns meses a menos que Andre Botha, sul-africano que se sagrou campeão mundial em 1997, também com 17 anos.

Na corrida do título feminino estão a veterana e antiga campeã mundial Neymara Carvalho, do Brasil, e a compatriota Isabela Sousa. Outro título que ficará decidido em Sintra será o de DK, que termina aqui o seu circuito. O havaiano Dave Hubbard lidera o “ranking” e tem excelentes hipóteses de somar o campeonato de 2015 ao já conquistado na Praia Grande, o ano passado.

Os portugueses de ouro
Manuel Centeno, 34 anos, o único atleta português a vencer a competição masculina do Sintra Portugal Pro, em 2003, tem gratas recordações daquela que é mais antiga prova internacional de desportos de ondas em praias portuguesas. “A minha recordação mais poderosa do Sintra Portugal Pro foi, obviamente, a vitória na prova frente ao Damian [King], em 2003. Ele era campeão do Mundo, um dos melhores bodyboarders australianos de sempre e essa vitória marcou-me para sempre”, confessa Manuel Centeno, que, todavia, explica que as coisas começaram bem mais cedo: “Tudo mudou para mim quando bati o Guilherme Tâmega num dos meus primeiros Sintra Portugal Pro”. O brasileiro Guilherme Tâmega, seis vezes campeão mundial é, ainda hoje, com 42 anos, um dos mais temidos competidores do circuito, pelo que o facto de vencer o lendário bodyboarder teve profundo impacto no jovem português. “Abriu-me os olhos para o facto de que era possível ganhar a estes tipos que eu via nos vídeos e nas revistas. Fez-me perceber o meu próprio potencial e do nível a que estava no panorama internacional,” conclui.

Centeno iniciou a sua carreira mundial no Sintra Pro; carreira que o haveria de levar, no seu melhor resultado a um sexto lugar no ranking mundial e a consolidar o seu nome como um dos mais aguerridos e temidos bodyboarders do circuito mundial. E o bodyboarder do Porto faz questão de sublinhar a importância do evento patrocinado há 20 anos pela Câmara Municipal de Sintra: “O Mundial de Sintra sempre foi uma plataforma de internacionalização para os bodyboarders e marcas nacionais. Teve um papel fundamental na evolução da modalidade e espero que continue a sê-lo por muitos e bons anos!”

Se Manuel Centeno foi o único português a ganhar o Sintra Portugal Pro masculino, Catarina Sousa teve honra equivalente, em 2009, ao vencer a etapa feminina, numa final histórica contra outra referência nacional da modalidade: Rita Pires. Este ano, Catarina, que está assumidamente na reta final da sua carreira competitiva, afirma descomplexadamente que vai para a sua 20ª edição do Sintra Portugal Pro como sempre, “se possível, para ganhar”: “Sinceramente, não tenho expetativas definidas, vou fazer o meu melhor e tentar chegar aos quatro lugares de topo da classificação. Tenho 20 anos de experiência nesta competição e conheço esta praia como ninguém, logo, penso que tenho hipóteses legítimas…”

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