Ricardo Rosmaninho, Dino Carmo e Daniel Fonseca partem, este fim de semana, para os areais aveirenses de São Jacinto à procura do título de campeão nacional open, o que a acontecer seria uma estreia para Rosmaninho e Dino, e um bis para Fonseca (foi campeão em 2017).

A correr por fora, com hipóteses matemáticas mas remotas, seguem também o 10x campeão nacional Manuel Centeno e o jovem prodígio figueirense Miguel Adão.

Estão então montadas todas as condições para um espetáculo competitivo do mais alto nível: os melhores bodyboarders nacionais a dar o tudo para o prémio mais desejado na derradeira etapa do calendário nacional.

Dino Carmo, o segundo classificado, a apenas 30 pontos de Ricardo Rosmaninho desdramatiza o final “à Hitchcock” do Circuito Nacional, assumindo-se como um “otimista sempre”.

“Não sinto pressão nenhuma, vou a todos os campeonatos para dar o meu melhor. Se ganhar este vou ser campeão nacional, mas se não for desta vez, é para o ano. Estou mais que habituado às últimas etapas de pressão e estou a contar com o meu sétimo título nacional, pois já tenho seis de esperanças, agora veremos se venço o primeiro open”, vai dizendo meio a sério meio a brincar Dino Carmo, que na etapa de Santa Cruz perdeu hipótese soberana de definir o título ao perder nos 1/4 de final depois de ver ser eliminado nos oitavos o então líder do ranking, Daniel Fonseca.

Daniel que, por sua vez, avisa que já ultrapassou o trauma de Santa Cruz e assume grande vontade de somar o segundo título nacional open da sua carreira.

“Santa Cruz está no passado, agora interessa ir com vontade de ganhar para São Jacinto. Entre nós que estamos na luta pelo título, quem quiser mais ganhar e lutar para isso vai sair vencedor”, afirma Fonseca, sublinhando o “entusiasmo” por ver tanta competitividade:

“É mais um ano em que o Nacional se decide na última etapa e acho que isto é bom para a modalidade. Já em Santa Cruz vimos caras novas na final e isso significa que o nível geral esta a subir e os atletas estão mais empenhados na competição. Isso depois reverte para os desempenhos dos portugueses no Mundial e todos temos a ganhar com isto.”

Em paralelo com a corrida cerrada no open, e tendo em conta que o circuito feminino terminou a semana passada em Carcavelos com a consagração de Joana Schenker (matematicamente campeã em Santa Cruz) também se vai definir em Aveiro o campeão de Dropknee. Nestas contas, Hélio “Laranja” Conde, verdadeira lenda viva da modalidade, lidera a tabela e é favorito ao título, tendo na perseguição Miguel Adão, que deixa esta temporada um testemunho válido da sua polivalência, estando nos lugares cimeiros do dropknee e open.

Será, em suma, uma etapa de grande espetáculo de bodyboard e muito suspense, restando apenas esperar que a praia de São Jacinto não desiluda e proporcione as boas ondas porque é famosa.

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