A empresa conhecida com Wham-O, que detém atualmente a Morey Bodyboards, BZ Bodyboards e Churchill Swimfins, entre outras marcas, pôs de sobreaviso algumas das suas concorrentes norte-americanas (nomeadamente a Toobs, a Cartel, Custom X e a No.6).

A razão, segundo adianta a Riptide, prende-se com o facto de esta possuir o registo de marca registada (trademark) para a conjugação de cor preta nos rails/pinline. Ninguém sabia disto, mas segundo a mesma é a mais pura verdade. 

Assim, as cores de uma prancha com rails e pinline pretos, muito provavelmente introduzida nos anos 80 por Mike Stewart numa das suas coleções da Morey (em cima) ou até mesmo no seguimento da clássica Mach 7-7; não pode ser usada por mais nenhuma outra marca ou companhia. 

O registo remonta a dezembro de 1985 e tem, portanto, mais de trinta anos. Neste momento está a ser aplicado estritamente nos Estados Unidos e em Porto Rico e a todas as pranchas que apresentem “rails e/ou pinline de cor preta”, garantiu Jared Brown, gestor de marca na InterSport Corp. 

O mesmo adiantou que foi dado um período para as empresas escoarem o seu stock. A medida poderá agravar ainda mais o mercado do bodyboard norte-americano uma vez que apenas a Morey e a BZ poderão passar a fabricar pranchas com rails e pinlines pretos, uma das cores mais solicitadas. 

Uma vez que a Wham-O possui vários registos internacionais, os mercados europeu e australiano não estão esquecidos e poderão também vir a sofrer algumas consequências. Como se isto não bastasse, Jared Brown deixou ainda o aviso que também vai tomar medidas relativamente às fábricas e marcas que se encontrem a comercializar o formato e algumas conjugações de cores da “barbatana de golfinho” da Churchill, cujos direitos são, obviamente, detidos pela empresa norte-americana. 

“Para já, foi dado um tempo às empresas para resolverem o problema, mas caso não o façam serão, obviamente, sujeitas a um processo legal”, garantiu Jared Brown. O registo de marca nos Estados Unidos dura 5 anos, mas pode ser renovado sucessivamente desde que a empresa ou marca comprove que continua a laborar e a utilizar o registo nos seus produtos. 

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