A Noruega é um dos países no topo de quase todos os indicadores de desenvolvimento. E também na reciclagem de garrafas de plástico de bebidas, graças a um sistema de depósito das embalagens usadas.

É um sistema quase perfeito no combate à proliferação do plástico e há um interesse de vários países em adotá-lo. Os produtores de garrafas de plástico na Noruega pagam um imposto ambiental consoante a taxa de reciclagem e caso reciclem a produção em mais de 95% ficam isentos. No entanto, para conseguir esse resultado necessitam da colaboração dos consumidores.

Os noruegueses podem devolver as embalagens em máquinas criadas para o efeito ou nos balcões das lojas em que as garrafas foram compradas. Após a leitura do código de barras o consumidor recebe um cupão ou dinheiro, sendo que o valor difere de acordo com o volume da garrafa. No fundo, apenas o produto está a ser adquirido pelo consumidor. 

O sistema, que é considerado um dos mais eficientes do mundo, funciona para todos desde 2011 – desde então que as empresas não pagam o imposto. A taxa de reciclagem de todas as garrafas de plástico está em 97%, sendo que 92% voltam a ter nova vida como garrafas de plástico. E parte das garrafas já terá sido reciclada mais de 50 vezes.

A União Europeia tem como meta a recolha de 90% das garrafas de plástico até 2025. Plásticos de uso único, como pratos, talheres e copos para bebidas de plástico vão ser proibidos a partir de 2021. No entanto, a produção de plástico a nível global mostra-se imparável: um milhão de garrafas de plástico são consumidas a cada minuto. 

O pior de tudo é o plástico deixado na natureza… que se dispersa e vai parar aos oceanos, onde se fragmenta em pedaços muito pequenos, sendo ingeridos pelos animais e chegando ao prato dos consumidores, no sal, algas, peixes e aves.

O exemplo está dado. 

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