A 3ª edição do festival Sintra Fest, a celebração cultural de bodyboard associada ao Sintra Portugal Pro, arranca no fim-de-semana e nele insere-se a 5ª edição do Festival Internacional de Cinema de Bodyboard, que este ano tem em destaque a projeção de Passing Through, obra-prima de James Kates e Phil Gallagher com o selo da art house LeBoogie.

Em antecipação ao único evento global que celebra a arte cinematográfica no bodyboard, fazemos uma antevisão das películas em foco na presente edição do festival.

 

PASSING THROUGH

Passing Through (cuja tradução possível é “De Passagem”) é um nome que realça não só o carácter de diário de viagem, central à produção, mas também a recente renovação no seio da família LeBoogie. A película segue uma turma de bodyboarders de vanguarda durante uma temporada de exploração de algumas das regiões globais mais interessantes para o bodyboard, pela qualidade e versatilidade de ondas e pela absorção cultural de realidades distintas. Uma ode ao bodyboarder viajante numa produção que rompe com a insonsa ação non-stop que ainda reina entre o cinema de bodyboard e que prova que não interessa o que é filmado, mas como é apresentado.

 

THE MEXICAN MIRAGE

É mais uma película dedicada a uma viagem e, curiosamente, com protagonistas semelhantes ao Passing Through. Jared Houston e Pierre-Louis Costes, a par de Lewy Finnegan, voltam a estar sob os holofotes com uma visita à região rural de Pascuales, quase mil quilómetros a norte de Puerto Escondido, no México. Produzido por Miller Best para a Pride Bodyboards, The Mexican Mirage é uma curta-metragem focada na ação e na lentidão dos dias sob o abrasador Sol mariachi. Também reparámos na atenção dispensada aos espasmos de party boy do Lewy Finnegan.

 

HUBBOARDS – THE FILM

Há películas que perdoamos por não oferecerem mais do que ondas, ondas, ondas. É o caso de Hubboards – The Film. Os irmãos Hubbard são uma inspiração para o universo bodyboarder, goste-se ou não do estilo que os carateriza, pois trata-se duma dupla que puxa pelos limites do desporto e que tem uma amistosa e exemplar forma de estar no bodyboard. O filme profile destes dois manos-de-sangue, produzido por Matthew Tanaka, é apresentado em ritmo galopante, com vôos estratosféricos, ondas em diversos pontos geográficos e uma playlist eclética.

 

ALAMBRE

Esta produção do chileno Matías Sepulveda é a principal novidade no evento, dado que ainda não estreou na internet. Trata-se de um documentário que acompanha a ascensão de Alan Muñoz, o melhor bodyboarder de sempre daquele país, desde 2010 até ao momento em que se tornou num top 10 do ranking mundial. Alambre não é apenas um retrato profundo e entusiasmado deste jovem atleta; é igualmente um registo histórico do pulsar bodyboarder existente no Chile e um incentivo aos atletas locais.

 

PORTUGAL’S LAST SEASON

Não é uma longa-metragem de bodyboard, mas é uma curta produção portuguesa com o selo da Vert que consta do programa do festival. Editado por Miguel Nunes, a partir de filmagens de diversos cameras espalhados pelo litoral português, Portugal’s Last Season é uma retrospetiva da ação que rolou pelas praias portuguesas no Inverno 2012/2013. São três animados minutos de sólidas manobras nos beachbreaks, mutantes e slabs lusitanos.

 

Fotografia: Specker/IBA

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