O dia de ontem marcou a última etapa do 1º Campeonato Nacional de Bodysurf Montepio que percorreu quatro spots magníficos para a prática da modalidade. No Guincho as condições apresentaram-se desafiantes para os 39 atletas inscritos que tiveram ao longo do dia de se confrontar com ondas de metro a metro e meio desordenadas e com forte corrente a partir de determinado momento.

Apesar das condições os atletas enfrentaram bravamente o mar a partir das 10:30 altura em que a maré permitiu dar início ao campeonato. O FLM Pro Ccascais assistiu a momentos de pura emoção quando, na segunda meia-final do campeonato, se encontraram os dois candidatos ao título, António Stott e Miguel Rocha.

Para António a passagem para final garantiria o titulo, enquanto para o Miguel seria necessário chegar à final e vencê-la. Com condições quase de sobrevivência os atletas foram arrastados para um agueiro e necessitaram de muito esforço e dedicação para conseguirem apanhar as ondas necessárias para pontuar, mas foi António Stott que conseguiu levar a melhor neste duelo tendo passado para final e garantindo assim o título de 1º Campeão Nacional de Bodysurf.

Depois de um dia longo a organização decidiu fazer uma pausa para avaliar as condições de segurança da prova e após um briefing com os quatro finalistas, António Stott, Miguel Rocha, Humberto Silva e Rodrigo Carrajola foi decidido que a final teria uma duração menor das anteriores baterias, nesta altura os atletas tinham praticamente uma hora e meia dentro de água sempre em condições adversas, e que se optaria por surfar ondas de inside, garantido desta forma a segurança dos atletas.

A final decorreu com uma troca de ondas intensa entre os quatro atletas sendo o grande vencedor António Stott, seguido de Miguel Rocha, Humberto Silva e o estreante Rodrigo Carrajola. Para António Stott este título “significa muita alegria, tendo em conta que nos últimos anos tenho feito Bodysurf praticamente sozinho e com este campeonato, não só conheci outros atletas como pude colocar à prova o meu bodysurf.”

Para a organização, “Este circuito foi provavelmente aquele que mais prazer nos deu de organizar, pois sentimos na família do Bodysurf uma receção extraordinária que nos faz querer levar este desporto mais longe. Estamos já a preparar o próximo ano com afinco para garantir a possibilidade de fazer pelo menos mais uma prova e quem sabe explorar a possibilidade de fazer uma prova internacional.”

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