Pierre-Louis Costes e Sammy Morretino, primeiro e segundo classificados do ranking APB, respetivamente, não desarmam na corrida ao título e passaram hoje à ronda 5 do Sintra Portugal Pro, etapa portuguesa do circuito mundial que decorre na Praia Grande até domingo, dia 15.

Pierre, duas vezes campeão do Mundo e residente em Portugal há cerca de 10 anos, mostrou-se relativamente satisfeito com a prestação, sobretudo pelo pouco tempo que teve para recuperar após a chegada da tirada australiana: “Hoje foi um dia difícil. O campeonato na Austrália acabou domingo e só consegui chegar ontem, pelo que sabia que seria difícil recuperar a tempo, mas é a vida de um atleta profissional. De manhã, as coisas correram muito bem, senti-me muito motivado e com energia, fiz a melhor onda do dia mas o Anas Haddar [de Marrocos] também surfou muito bem, ganhou a ronda não eliminatória e obrigou-me a fazer mais um heat quando, na verdade, apetecia-me ter passado diretamente para a ronda 5 e descansado mais. Na ronda 4, com o mar a subir, tudo mais difícil, fiz duas notas para passar e sei que a partir de agora vai ser tudo muito mais complicado.”

Sammy Morretino teve um percurso em tudo semelhante a PLC, passando os seus dois heats em segundo, mas com bom surf e mantendo as aspirações ao título. Se nenhum dos dois ganhar vantagem significativa na Praia Grande, tudo será decidido no Frontón, nas Canárias. Possibilidade que não desagrada ao francês mais português do bodyboard mundial: “O meu cenário era chegar ao Frontón como primeiro e com a possibilidade de decidir lá, onde, aliás, conquistei os meus dois títulos. Aqui em Sintra, já ganhei mas também já fiz maus resultados, é uma onda complicada em que tudo é possível, mas estou preparado para tudo.”

Quem está a surfar muito bem e ainda alimenta aspirações a fazer mossa nesta luta de titãs pelo título mundial são os portugueses Daniel Fonseca (na foto), Miguel Ferreira e Dino Carmo. Os três passaram à ronda 5 e apostam num bom resultado.

Dino Carmo, a contas com uma lesão no pé direito, confessou estar “mais confiante” depois de uma paragem de dois meses: “Estou mais confiante a surfar mas o pé está cada vez pior devido ao esforço. Espero que amanhã as ondas melhorem pois estiveram muito difíceis de escolher por estar condicionado na remada. Espero que o mar acerte e possa mostrar mais o meu surf. De resto, é um sacrifício que estou a fazer, pois embora não tenha grandes ambições no circuito mundial deste ano, tenho muito respeito por esta prova e sou muito grato por ter sido aqui que eu, como todos os bodyboarders portugueses, lancei a minha carreira internacional. Espero ser um exemplo para os jovens que me veem surfar aqui.”

Entretanto, as competições feminina e dropknee estrearam-se neste 24.º Sintra Portugal Pro, com a portuguesa Teresa Padrela a ser a única representante nacional a passar a primeira ronda. Pelo caminho ficaram Madalena Padrela, Filipa Broeiro, Mariana Rosa e Carina Carvalho.

Joana Schenker, Teresa Almeida e Madalena Valério farão a estreia na ronda três, fase em que os outros nomes maiores da competição feminina entram na água. Casos de Isabela Sousa (Brasil), Sari Ohhara (Japão), Alexandra Rinder (Ilhas Canárias) e a líder do ranking, a japonesa Ayaka Suzuki. Referência também para a pentacampeã mundial Neymara Carvalho, do Brasil, que teve de passar o crivo da segunda ronda por não ter seeding no Mundial e que também conquistou uma vaga na terceira ronda.

A chamada para amanhã, quinta-feira, ficou marcada para as 8:00.

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