O Viana World Bodyboard Championships começou da melhor maneira hoje na Praia da Arda, com boas ondas a rondar o metro e meio e grande nível competitivo na água, com a primeira ronda da competição Open masculina e as duas primeiras rondas do Pro Junior a dar espetáculo.

No Open masculino, grande prestação do povoense Ricardo Rosmaninho (na foto em cima), que venceu o seu heat com um dos melhores scores totais do dia (14.25) e garantiu a presença no round 2 com os melhores bodyboarders do circuito, em particular os portugueses António Cardoso e Dino Carmo, 17º e 20º do principal ranking APB.

“Estou em boa forma, fui terceiro na Taça de Portugal e terceiro no Nacional, o fim de semana passado, por isso estou confiante”, declarou Rosmaninho no final do seu heat. 

O bodyboarder da Póvoa teve excelente prestação na perna portuguesa do Mundial, em 2015, alcançando os quartos no Sintra Pro e as meias na Nazaré e está apostado em repetir: “Sim, o objetivo é voltar a esse registo, mas hoje já foi difícil e só vai ficar mais. Mas é o Mundial e é assim que tem de ser.”

Entretanto, especial atenção ao Pro Junior, que em Viana atribui o título mundial para o melhor bodyboarder jovem da APB – Association of Professional Bodyboarders, com o português Rodrigo Lopes, campeão europeu júnior, a mostrar que está no lote de candidatos a fazer mossa na competição, vencendo os seus dois heats do dia.

“É uma prova única, com muitos atletas de muitos países, com nível muito elevado, mas o objetivo é chegar à final”, avançou Rodrigo Lopes, de 17 anos, que superou de maneira exemplar um mar muito difícil, conforme explicou: “As ondas estavam a fechar muito mas conseguir passar os meus heats em primeiro deu-me muita confiança”.

Também presente na praia, embora só compita amanhã, na ronda 2 do Open, esteve Mike Stewart, lenda mundial do Bodyboard que, aos 55 anos, continua a competir ao mais alto nível.

E é mais que simbólica a presença do 9 vezes campeão mundial em Viana, o primeiro lugar onde competiu fora do Havai, em 1996: “Tenho aqui uma longa história. Para mim, Viana é um dos berços do bodyboard mundial. Faz-se um trabalho muito progressivo e moderno aqui e é gratificante contribuir.”

E qual o segredo para ainda estar a competir com 55 anos? Stewart tem uma visão muito particular da sua longevidade:

“Nunca pensei estar a fazer isto com esta idade. Hoje sinto que estou a explorar novos limites e estou sempre muito curioso em explorar a minha habilidade e, assim, redefinir o que as pessoas conseguem fazer muito depois dos 40 anos. Não o faço para deliberadamente inspirar ninguém, mas se isso surge como uma consequência, é algo nobre e que me dá imenso gozo.”

Quanto à prestação no Viana World Bodyboard Championships, Mike é cauteloso: “Não sei bem porque razão mas normalmente consigo aqui bons resultados. Vamos ver…”


Fotografia: Tó Mané

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