Daniel Fonseca e Rita Pires são dois dos atletas em destaque para a segunda manga do Circuito Nacional, nos próximos dias 19 e 20, em Peniche. Daniel, o campeão nacional em título, espera excelentes condições para a praia de Supertubos, o palco preferido da península do Oeste. Rita Pires, 11 vezes campeã nacional, fala do seu regresso à competição e do circuito

Há já grande expetativa à volta da segunda etapa do Circuito Nacional de Bodyboard Crédito Agrícola, dias 19 e 20 deste mês, em Peniche, com mais 60 dos melhores atletas nacionais da modalidade esperados na Praia de Supertubos para as competições open masculino e feminino.

Num ano em que a organização fez grande aposta com novo patrocinador principal do circuito e um webcast inédito na história da modalidade, tudo indica que os elementos conspiram a favor desta etapa, esperando-se, a avaliar pelas previsões de longo prazo, excelentes condições na praia de Supertubos, com ondas de tamanho bastante razoável e vento norte, offshore naquela praia da península penichense. Tudo somado e traduzido, ondas tubulares e grande espetáculo de bodyboard.

Esta é, pelo menos, a expetativa de Daniel Fonseca. O campeão nacional, local de Peniche e líder do circuito, um dos favoritos à vitória, convidado a reagir às previsões para o campeonato responde com apenas uma palavra: “Felicidade!”

“Pelo menos desde Santa Cruz (primeira etapa do circuito nacional, o mês passado) que não há uma boa ondulação para Supertubos e, habitualmente, a primeira ondulação de setembro costuma dar altas ondas”, assegura Fonseca, justificando que “Nesta altura, a praia está ainda com fundos de verão, com muita areia depositada nos bancos, o que tem como efeito a formação de boas ondas.”

Outra figura que irá concentrar muitas atenções é Rita Pires. A 13 vezes campeã nacional, lenda internacional da modalidade, regressou à competição para este Circuito Nacional e fez questão de explicar que, aos 42 anos, ainda tem muito surf para mostrar, tendo chegado ao terceiro lugar na etapa inaugural, o mês passado, em Santa Cruz.

Depois de um interregno de 8 anos (competiu pela última vez no circuito nacional de 2012), a local da Costa de Caparica conta a história de um regresso que esteve para não acontecer: “Estive afastada, não só da competição, mas do próprio bodyboard durante alguns anos. Mas no início de 2020 recebi um convite da Associação de Surf da Costa de Caparica, pela pessoa do seu presidente Miguel Gomes, para representar o clube na Taça de Portugal. Foi um desafio que aceitei com agrado por ser o clube da terra e voltei a treinar. A Taça acabou por ser cancelada e com ela, pensei, a hipótese de regressar. Mas depois vi a apresentação deste Nacional, achei o formato interessante, as etapas e as datas, que não interferiam com a minha agenda pessoal, e decidi participar.”

A análise que a experiente bodyboarder internacional fez do atual circuito foi determinante na decisão, afirma: “Parece-me que a organização deu todos os passos certos, com o mérito acrescido de o ter feito num ano em que estamos a lidar com uma situação de extraordinária dificuldade com esta pandemia.”

Acerca da sua participação na etapa de Peniche, espera-se, o reencontro competitivo com a onda de Supertubos. “As previsões favoráveis são uma boa notícia. É uma onda que gosto muito e ficarei muito contente se tudo se alinhar para termos boas condições”, atesta. 

Aponta na agenda: de 19 a 20 de setembro, em Peniche. xxx

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