Mais uma galeria da série “Boogie Frames” cujo autor dispensa apresentações. António Manuel de Sousa Vieira e Silva, 40 anos, mais conhecido por Tó Mané, natural da Cidade Invicta relembra como começou a fotografar:

“Desde muito cedo, fui influenciado pelo meu avô que tinha na Fotografia uma das suas paixões. Ele tinha várias máquinas fotográficas, que na altura eram todas analógicas e manuais. Comecei a fotografar tudo o que me chamava atenção, desde paisagens, retratos, etc. Desde aí, comecei a brincar com tempos de exposição e aberturas. As máquinas ainda tinham aquele ponteiro do fotómetro e foram estas experiências “brincadeiras” que me deram uma grande bagagem a nível técnico.”

Quando e por que é que começaste a fotografar bodyboard?
Como comecei a surfar em 1988 é natural que a fotografia refletisse o meu quotidiano, o bodyboard no Norte na altura era muito forte e com um nível superior ao surf. Foi aí que começaram a surgir as minhas primeiras capas na Vert.

O que têm a fotografia e o bodyboard que te atraem?
Na fotografia como no bodyboard todos os dias são diferentes, as ondas a luz e as manobras suprendem-nos constantemente.

Que outras paixões tens além da fotografia e de que modo se refletem no teu trabalho?
Adoro viajar, principalmente de carro porque vejo lentamente a mudança da paisagem e das gentes. Adoro experimentar novos sabores, cheiros e culturas. Isto talvez me dê a inspiração para o que faço. Neste momento pratico Jiu-Jitsu o que me leva a uma paz de espirito e voltei a reencontrar a pica que sentia quando comecei a surfar. Adoro também tratar da minha horta que plantei no meu terraço e passar tempo com a minha família e amigos.

O que fazes para viver e onde se encaixa a fotografia?
A fotografia é o que faço para viver. É uma paixão que se tornou profissão.

O que é que te influencia? Que fotógrafos servem de referência?
Tudo me influencia, adoro ver novas imagens e no nosso tempo estas estão mais disponíveis por causa das redes sociais. Não importa qual seja o fotógrafo, com uns aprendes o que fazer e com outros as novas maneiras de ver as coisas.

O que é que te dá mais pica de fotografar no bodyboard?
Nunca tinha pensado nisto desta maneira, mas ao pensar nisso o que sinto é igualmente gratificante seja uma grande manobra, uma grande onda sem ninguém ou um bodyboarder a contemplar simplesmente um sol fabuloso. Uma boa fotografia preenche-me…

Quem é o teu rider favorito de fotografar? E onda?
A empatia entre um rider e o fotógrafo é uma das chaves de ouro para alcançar o sucesso. Nos meus longos anos de fotografia os riders que se evidenciaram foram o meus queridos amigos Rui Ferreira, que vejo como sendo o bodyboarder mais talentoso que Portugal já alguma vez teve, e o atirado “psico” Ricardo Faustino. As ondas podem ser grandes slabs como grandes triângulos, o que importa é que os riders possam dar espetáculo para que possa fotografar.

Onde publicas e partilhas o teu trabalho?
Publico na Vert assim como em todas as revistas e sites de bodyboard no mundo. Também podem visitar o meu Facebook, Instagram e site (links em rodapé).

Alguma vez fizeste bodyboard?
Já apanhei umas ondas de bodyboard. Uma vez troquei a minha prancha de surf com a de bodyboard do Faustino, numa slab na zona centro do país, e divertimo-nos à grande. Cheguei a mandar uns valentes tubos.

Descreve-nos o que seria para ti a chapa perfeita.
Neste momento, preocupo-me em ter uma visão própria onde tento enquadrar o bodyboarder na sua manobra plástica, com detalhes de luz, contrastes e enquadramentos, que chamem a minha atenção. Aí sai a foto perfeita!


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