Quanto toca à Fotografia, especialmente na água, a melhor luz (natural) que se pode conseguir é definitivamente a das primeiras horas da manhã. Em Portugal, o Sol nasce a leste e põe-se a oeste. Por isso, quando os primeiros raios de sol começam a dar sinal, i.e., a bater nas “telas” das ondas, é precisamente quando devemos apontar as lentes e premir o gatilho. 

No entanto, há uma altura do dia, nomeadamente na estação de inverno, em que o Sol já vai alto, situa-se lá bem em cima, mas ainda não se encontra a produzir bem o efeito que conhecemos por contraluz. Podemos chamar-lhe de “golden hour” e ocorre sensivelmente pouco depois do calor do meio-dia. 

É uma luz interessante e nesses momentos conseguimos captar tons únicos nas vagas, meio esverdeados e/ou azul turquesa, mas também dourados de vários níveis, fartos em saturação ou simplesmente crus, parcialmente despidos de cor.

O nosso incansável amigo Nunito teve a cortesia de nos ceder as imagens que partilhamos neste espaço, capturadas numa sessão única do passado dia 27 de dezembro algures numa slab da sempre fantástica e enigmática costa oeste. Elas espelham na perfeição o que acabámos de dizer. 

José Prada, Kiko Vargas, Malveirão, Mauro Bandeiras e Kiko Sousa são os gladiadores de serviço. Enjoy.


Fotografia: Oceanus Imago | Facebook

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