No passado dia 9 de fevereiro os gráficos indicavam as marés mais vazias do mês e as previsões do swell eram boas para voltar fazer uma sessão de fotos, numa das ondas mais pesadas da costa oeste. 

Já tinha bastantes saudades de regressar a este spot e voltar a sentir adrenalina que este local me faz sentir. O dia começou bem cedo, como é habitual nestas sessões, marcavam 6:30 da manhã e a Lua estava cheia trazendo aquela mística sensação que iria ser um dia especial no oceano. 

Ao chegar, o cenário era como de habitual nas sessões passadas que por lá fiz. Estavam lá alguns dos melhores atletas de bodyboard que Portugal tem (Hugo Pinheiro, PLC, Daniel Fonseca, entre muitos outros).

Além disso, eu sei que nestas sessões reencontro sempre riders que admiro muito e também muitos fotógrafos entre os habituais guerreiros que gostam de ir para dentro água como eu para reportar a energia que esta onda transmite. 

(…) a Lua estava cheia trazendo aquela mística sensação que iria ser um dia especial no oceano. 

O Gastão Entrudo já se estava a preparar e o Bruno Dias, da Vanlife Productions, também preparava o equipamento. Depois de trocar umas ideias com o Bruno sobre a melhor forma de entrar na água, decidimos avançar. 

Ao descer até à praia a minha mente sentia o que esta lua cheia trazia, que era muita confiança, ambição e otimismo. Isso deu-me mesmo muita vontade de voltar a fazer parte de sessões desta magnitude em conjunto com todos aqueles que vibram da mesma forma em estar no oceano. 

Ao chegar ao outside, depois de uma boa e longa remada pelo shorebreak habitual, constatei que as condições estavam, efetivamente, épicas. Os sets variavam entre os 2 e os 4 metros nas bombas, nas ondas maiores, o vento era inexistente, estava glass, e as marés encontravam-se no ponto mais baixo da manhã. 

O único fator que realmente não se juntou a nós foi a luz do Sol. O dia ficou sempre nublado e cinzento, mas, sinceramente, acho que ninguém se importou com isso porque as ondas estavam incríveis. E assim foi mais uma sessão inesquecível e única que carateriza este local, onde todos os riders ambicionavam apanhar os melhores sets que iam aparecendo. 

A forma como a onda entrou na bancada foi de uma beleza impressionante. 

Todos mandaram tubos largos e com muito power, alguns sentiram na pele wipeouts muito pesados, mas sem dúvida que uma das ondas do dia foi do charger zuca Leo Leite. A forma como a onda entrou na bancada foi de uma beleza impressionante. 

Onde o Leo iniciou o drop a onda tinha sensivelmente 2 metros, mas ao varrer a bancada foi-se tornando cada vez maior e mais gorda apresentando um tubo gigante e largo, mostrando toda a dimensão e potência que só este local tem. Segundo o próprio, terá sido a sua melhor onda e, para nós que vimos, foi sem sombra de dúvida um momento único e muito especial. 

Finalizada a sessão e já em terra, depois de mais uma longa e desgastante remada de regresso, o sentimento de felicidade percorria em cada um de nós, aproveitando para partilhar entre todos os momentos captados nas pelas nossas câmaras. 

Pessoalmente, os resultados não me correram muito bem, mas, acima de tudo, estou feliz por voltar a estar perto de momentos como este. 

Será sempre pela paixão e admiração que o Oceano me faz sentir.


Texto & fotografia de @daniel_fernandes_dny

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