Os “drop ins” fazem parte do mundo do bodyboard, mas são lamentáveis. A etiqueta na água, entre outras coisas, diz-nos que devemos esperar a nossa vez, não devemos entrar nas ondas dos outros e quem está mais junto do pico tem prioridade.

Respeitar os nossos pares, é disso que se trata

Aproveita este momento para fazer o teste, através das cinco desculpas mais usadas no meio, já de seguida, e vê se, também tu, és um dropinador de serviço. 

A) Desculpa, não te vi! Ou… desculpa, não te ouvi!

É definitivamente a desculpa mais usada no meio onde todas as explicações são remetidas para o alheio: o contraluz, o uso de tampões e até a miopia. 

B) Bolas, pensava que ias para o outro lado!

Aparentemente, a falta de comunicação é a causa. Alguém devia ter dado um grito, avisado ao arrancar… mas não deu. Portanto, embora saibamos que houve alguém a sofrer um “drop in”, a explicação do dropinador é que, afinal, a culpa não é de ninguém. 

C) Pensava que não passavas!

Quando alguém olha para trás, vê-te e mesmo assim decide arrancar numa seção mais à frente, tendo perfeita noção do que está a fazer. Mais tarde, a explicação desprovida de qualquer lógica: “Pensava que não passavas!” 

D) Estou há muito tempo à espera! 

Olha, que azar! Apetece dizer. Esta é fortemente posta em prática por locais que tentam impôr a sua condição e por vezes dá mesmo azo a acesas discussões. Não faz muito sentido a explicação, especialmente se a pessoa acabou de fazer uma onda há pouco tempo.  

E) É tempo de uma party wave!

Verifica-se muitas vezes entre amigos e quando as ondas estão escassas (ou inconsistentes). De forma a evitar o crowd, dois ou mais bodyboarders optam por surfar a mesma onda. Há quem refira que é pura partilha, mas se se tratar de um desconhecido a coisa pode correr mal. 

>> Afinal de contas, em que categoria te inseres tu? Dropinador? Ou dropinado?

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