Não é segredo. Os patrocínios do mundo do Bodyboard estão a ficar cada vez mais escassos. É certo que um ou outro atleta, não muitos, não concordará com esta ideia. Quiçá devido à sua boa imagem e popularidade internacional, ainda goza de um contrato de patrocínio generoso e royalties que lhe permitem continuar a “viver o sonho” e a fazer o que mais gosta.

No entanto, para muitos outros, a angariação de um sponsor está verdadeiramente escassa. Principalmente para aqueles que procuram preencher a sua prancha com um logótipo forte e capaz de suportar uma intensa época competitiva. Embora tal não deixe de ser estranho, sabendo que os desportos de ondas estão numa curva ascendente a nível global, talvez a questão de fundo se prenda mesmo com a forma como os patrocínios estão a ser vendidos às marcas e empresas. 

Hoje em dia, face ao desaparecimento cada vez mais premente das revistas, talvez faça mais sentido vender sponsorships consoante o “engagement” que vão tendo nas redes sociais e nos vídeos publicados. Ou seja, alcance, número de gostos e visualizações acabam por dar direito a um determinado valor que consta de uma tabela de pagamentos elaborada para o efeito. No entanto, por mais “shots” bem sucedidos que se façam neste campo, todos eles acabam por ter um efeito efémero (entenda-se, de curta duração, passageiro, temporário). 

O contrato à moda antiga, que a maior parte conhecia, com direitos e deveres bem definidos para ambas as partes, feito por temporada ou para vários anos, está em franco desuso. É fácil perceber porquê, deve-se ao “emagrecimento” financeiro generalizado das marcas. 

Portanto, de futuro, talvez os patrocínios esporádicos, aplicados por estação, de curta ou média duração, por evento ou até por objetivo bem definido, passem a fazer parte da carreira e do dia a dia de um atleta. Um pouco como acontece na internet e nos sites onde as campanhas têm um foco específico durante determinado tempo. 

Não deixa de ser estranho, mas é precisamente a ideia de hipérbole que se pretende aqui. Estas são as regras do mundo atual. Um mundo regido pelos feitos imediatos e mediáticos, pela popularidade fugaz e, infelizmente, um mundo onde parece haver cada vez menos euros destinado aos atletas. 

Este texto é francamente especulativo, mas foca-se essencialmente numa realidade que está a afetar muitos bodyboarders – a ausência de um “main sponsor“. 

Meus amigos, urge repensar e adaptar. Rapidamente. 

Comentários