Texto & fotografia de Daniel Fernandes | Instagram

Em janeiro do ano passado, após uma investida em Santa Catarina nos Açores, decidi fazer uma pausa na fotografia dentro do oceano. A temporada passada foi uma grande aventura, onde aprendi bastante e, sobretudo, ultrapassei muitos limites a nível fisico e mental. Dessa temporada consegui estar presente em sessões épicas, com as melhores condições nos spots mais famosos de ondas na costa portuguesa, sempre com o objetivo de captar as melhores ondas que Portugal consegue dar. 

Desde então para cá, tenho-me dedicado mais à minha condição física, ao bodyboard que me acompanha desde criança e à minha família. A tecnologia evolui bastante e para estar num bom patamar de imagem é preciso investir em bom material, algo que, para já, decidi não fazer. 

Com o início da nova temporada, fui ficando com vontade de fazer uma boa sessão com condições boas e, acima de tudo, regressar a um dos locais que mais me impressionou até hoje. 

A última vez que decidi fotografar neste local as coisas não correram muito bem e na verdade vivi uma das piores situações que até hoje tive no oceano. Durante algum tempo essa experiência fez-me pensar e refletir sobre a vida e na entrega que fazemos. 

Com o tempo venci os meus medos e fui-me preparando novamente para uma nova investida. Com as previsões a apontar para um dia perfeito de ondas a rondar os 8-14 pés e vento offshore, falei com Ruben Silva, um local e amigo que alinha nestas aventuras comigo. 

À chegada já se sentia o ambiente de uma boa sessão com fotógrafos, drones, videógrafos presentes, mas também com muitas caras conhecidas e alguns novos aventureiros. 

Ultrapassado os desafios e barreiras mentais que este local apresenta, consegui chegar ao outside e posicionar-me. O melhor ângulo é, sem duvida, de lado, onde se consegue captar toda a energia desta onda e isso será sempre o verdadeiro desafio atrás das lentes. 

Consegui captar alguns momentos de Pierre-Louis Costes, Hugo Pinheiro, João André e Ruben Silva, bem como de algumas ondas que quebraram sozinhas de uma magnitude e intensidade únicas deste local. 

No final e já em terra, senti que correu bastante bem este regresso a uma das arenas mais complexas e difíceis. Foi mais uma grande sessão que ficará gravada nas nossas memórias através das imagens que aqui partilho.

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