Com a formação de um grande swell no meio do Oceano Atlântico, Hugo Pinheiro reuniu alguns amigos e alertou para a possibilidade de haver uma janela de boas condições para a slab açoriana que dá pelo nome de Santa Catarina.

Ficamos a observar o desenrolar das condições meteorológicas até à última possibilidade de reservar os bilhetes de avião. Dois dias antes, apesar do mau tempo, as condições indicavam que estas iriam estar perfeitas. 

Sem hesitar, com muita vontade em regressar a esta onda, a turma reuniu-se: Sérgio Machado, Felipe “Fifi” Ferreira, Ricardo “Pirukas” Reis, Hugo Pinheiro e Miguel Nunes. No aeroporto juntou-se também à armada Hugo Macatrão. 

Fomos recebidos pelos locais Samuel Barcelos e Miguel “Biskoito” Mendonça que nos acompanharam e receberam como se estivéssemos em casa. 

Ao chegarmos, já na posse de alguns reports de Santa Catarina, percebemos que íamos apanhar uma sessão épica e fomos logo para lá. O cenário e o ambiente tomou conta de todos nós ao vermos a perfeição e a intensidade a cada onda que quebrava na bancada rasa de rochas. 

Preparámos o material fotográfico, para dentro e fora de água, acertámos alguns ângulos com o Miguel Nunes – que ficou a filmar de terra – e entrámos. 

As fotos retratam um pouco das três horas de ação e adrenalina, junto com alguns sustos em wipeouts que geraram algum receio que alguém se pudesse aleijar. 

A slab de Santa Catarina tem muitas semelhanças com El Frontón – é uma onda que quebra com bastante intensidade e quando se fica preso em frente desta princesa sabemos o preço a pagar. 

Com a sessão terminada era agora hora de desfrutar da beleza e cores mágicas da ilha junto dos locais. E depois de uma bela jantarada era tempo de voltar. 

Este conjunto de nove ilhas que compõem o arquipélago açoriano tem muito potencial e agora, cada vez mais, ficou o sentimento de saudade em voltar.


Texto & fotos: Daniel Fernandes Photography

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