A 7 vezes campeã nacional “sofreu” na quarentena e diz que “precisa competir” o mais depressa possível. Afinal, mesmo com uma agenda mediática e extra-desportiva muito preenchida, o bodyboard é sempre prioridade.

Joana Schenker está de volta ao mar, finalmente, porque a 7 vezes campeã nacional de Bodyboard e ex-campeã mundial, confessa que sofreu durante o confinamento: “No início tive 15 dias tranquilos, mas depois bateu-me a sério, Toda a gente a fazer a maratona da produtividade, a aprender tudo e mais alguma coisa, a fazer coisas novas e eu… felizmente comecei a fazer lives no Instagram e diretos na Sport TV e na rádio. Senti um ‘boom’ de solicitações ao ponto de ter de me maquilhar todos os dias para ficar em casa.”

Já o aguardado regresso, esse, foi surpreendentemente fácil. “O primeiro dia de volta ao ar foi estranho mas bom. Estava à espera de me sentir mais enferrujada pois nunca estive tanto tempo sem fazer bodyboard, mas depois de duas ondas consegui surfar bem e fiquei aliviada. Parece que o meu treino em casa foi muito eficaz”, conta. 

Foi uma fase difícil, mas que Joan Schenker cumpriu, consciente do seu papel: 

“Podia ter surfado tranquilamente, pois as praias estavam vazias, mas cumpri escrupulosamente as regras por uma questão de responsabilidade. Tenho noção do que represento e não podia dar um mau exemplo.”

E agora, vem o próximo passo: competir. Algo que Joana Schenker  acredita que vá acontecer em breve. “Estou bastante animada com o regresso à água e apesar de estarmos a passar todos por grandes mudanças, estou na expectativa de vir a competir ainda este ano. Nós, bodyboarders que fazemos o circuito nacional queremos competir e precisamos competir”, diz a bodyboarder de Sagres.

Relativamente ao circuito mundial, todavia, as coisas são mais delicadas, assume a ex-campeã mundial. “O circuito não está cancelado, mas estamos dependentes de como a pandemia vai evoluir. Sei que as atletas que correm o circuito têm vontade de competir e sabemos que os promotores querem organizar as provas. Agora é ver o que vai acontecer”, explica.

Entretanto, enquanto não veste a licra, Joana vai correndo outro tipo de circuito, o Schenker School Tour, uma iniciativa do Oceanário de Lisboa e Fundação Oceano Azul que a tem levado a numerosas palestras pelas escolas do país, apelando a uma maior consciência ambiental e respeito pelos oceanos. Mesmo isso tem sofrido adaptações, conta: “o Schenker School Tour é um projeto no qual estou muito empenhada e que vai continuar, embora ‘online’. É uma questão de me adaptar.”

Um projeto que, assume, lhe tem dado muito prazer e até surpreendido ao revelar uma oradora que nem a própria Joana sabia existir. “As primeiras vezes foram complicadas e os miúdos [entre o 5º e o 12º ano] são um público muito exigente. Contudo, já falei em frente de um total de 6300 alunos e posso dizer que surpreendi muita gente”, conta, até com evidente orgulho.

É até um trabalho que lhe dá algumas perspetivas para um “futuro longínquo”, avança: “Quem sabe, não poderei um dia, seguir uma carreira política? Num futuro longínquo, claro, mas porque não? Tenho pensado um bocado nisso.” 

E aí o nosso voto, claro, é todo teu, Joana. xxx


Fotos de @jaysper @nuno.m.alves @fps_oficial

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