Há muito tempo que queria vir ao Chile por um sem número de razões. E, este ano, optei por abdicar de ir à Indonésia, que já vem sendo habitual nesta altura do ano, e rumar à América do Sul. Ao início era somente para vir com o Leo Leite, bodyboarder brasileiro, mas depois o Nuno Dias juntou-se à viagem para nos vir filmar e mais um surfista brasileiro, o Stephen Figueiredo. 

Estava reunida a equipa para vir desbravar mares por mim nunca antes navegados. Tudo o que conhecia por este lado era por acompanhar os meus amigos que correm o circuito mundial de bodyboard e por este ano ter tido o privilégio de partilhar o line up em Portugal com um local de Arica, o Luis Carlo, mais conhecido por “Foca” entre os bodyboarders. 

O Chile tem uma costa extensa que recebe bastante swell todo o ano e não estou errado se disser que tem ondas todos os dias. Há até quem lhe chame a “neverflat land”. Quanto a Arica e ao famoso El Gringo, a onda é simplesmente animal. Não tinha a mínima noção de quão raso quebra numa bancada carregada de mexilhões. 

Eu já provei do marisco e em quase todas as sessões – até agora – alguém teve a mesma sorte. É igualmente impressionante como não entra qualquer vento até cerca das onze da manhã e, às vezes, até ao meio-dia, o que permite ter sempre altas ondas consoante o tamanho do swell e da maré. 

Está a entrar novo swell para este fim de semana e a nós juntaram-se mais dois amigos, o “Guiga”, que filma dentro de água, e o Thiago Vilela, bodyboarder, ambos brasileiros. Vamos esperar que esta próxima ondulação seja power antes de voltar a Portugal.


Texto: Francisco Horta | Fotografia: Flyvisionfilms & Nuno Dias

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