Não sei se será a melhor a Selfie que alguma vez vi, mas pelo menos parece-me ter o dom de conseguir redefinir – de alguma forma – o conceito em si que, aliás, caso não saibam, já data de 1839. Hoje em dia, a Selfie, na sua essência, é um autorretrato pessoal ou de um grupo que acaba quase sempre partilhada nas redes sociais.

A grande maioria destes autorretratos são conseguidos a segurar uma câmara na mão ou então a apontar para um espelho, mas o sul-africano Alistair Taylor foi um pouco mais longe. Ele pegou nos seus dois filhos, meteu-os em cima da sua prancha e atirou-se a um shorebreak da costa norte do Havai.

O resultado? A documentação da mais pura Selfie do Bodyboard.

Na verdade, Alistair Taylor formou-se nas ondas de Durban e de Cave Rock, dominou o desporto na África do Sul nos idos de 90, precisamente numa altura em que se tornou bodyboarder profissional e quando já havia conquistado 9 impressionantes títulos nacionais.

A sua fama de big rider não é desconhecida e para isso muito contribuíram vários episódios de onde posso destacar uma sessão de free surf em Mavericks (com ondas que mais pareciam montanhas), um set monstruoso em Pipe que o varreu do pico durante a final do internacional em 1997 e ainda o facto de ter sido o protagonista de um dos piores wipeouts de sempre em Shark Island – durante a competição em 2001 – que o atirou para uma cama do hospital.

Embora ainda continue a competir, ocasionalmente, neste momento ele é mais pai a tempo inteiro, fotógrafo e shaper. É também casado com a brasileira Karla Costa que, caso não recordem, conquistou um título mundial GOB em 1999 e um ISA em 2000.

Mais do que a Selfie em si, que por sinal está fantástica e deu azo a estas palavras, fica também a aula de história. Espero, sinceramente, que tenham gostado.

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