Pele bronzeada, dias passados na praia, sessões infindáveis e um lifestyle que faz inveja a muitos. É este, basicamente, o estereótipo do bodyboarder para um leigo na matéria. No entanto, o que muita gente não sonha nem imagina é que, por detrás de muitos guerreiros do mar, reside uma história de resiliência, de sacrifício e de paixão. 

Confere algumas verdades:

Fazer Bodyboard não é tão fácil quanto parece

À primeira vista o bodyboard não parece assim tão difícil. Basta passar a rebentação, remar para as ondas e depois deslizar. Simples, certo? Lamentamos informar, mas a avaliação está incorreta. Fazer bodyboard é mais difícil do que parece e exige um trabalho sério de sincronização de movimentos. A juntar a isso temos ainda o palco de atuação – o oceano – que está em constante movimento. Facto1

Ritmo obtém-se com a prática

Deslizar nas ondas pode demorar algum tempo, naquilo que poderemos chamar de “período de adaptação”, mas quem não desiste acaba por colher os dividendos. A prática e a persistência são as grandes aliadas do bodyboarder, tal como a repetição de movimentos, o fortalecimento da remada e resistência física. Estar na água, sempre que possível, é essencial.

Facto2

Matinais e borgas não andam de mãos dadas

Bodyboarder que se preze sabe que as melhores condições de surf verificam-se, quase sempre, às primeiras horas do dia. Muitas vezes ainda de madrugada. Por alguma razão o vento offshore e as ondas sem crowd preenchem o imaginário dos surfistas. Portanto, para usufruir das melhores ondas, há que deitar cedo para cedo erguer. Descansar bem o corpo é deveras importante. Noitadas e ressacas resultantes de excessos não colam nada bem. Por um motivo simples: retiram-nos a energia, algo fundamental para a prática de bodyboard. 

Facto3

Viagens não são para qualquer um

A ideia do eterno verão e da aventura constante é um conceito que está associado desde sempre. A fantasia ganhou força através de reportagens em revistas da especialidade e de vários filmes. Nas surf trips existe sempre alguma pontinha de verdade, mas é bom ter consciência que onde quebram as melhores ondas não existem hotéis de 5 estrelas e que na maior parte dos casos alcançar a perfeição exigiu um preço alto que se traduziu por passar muitas horas dentro de um carro ou avião, percorrer caminhos de difícil acesso com o material às costas, acampar num qualquer buraco e/ou dormir no chão de aeroportos. No final das contas, para o viajante puro, o que conta é a viagem em si. 

Facto4

Uma vez mordido pelo bichinho é para sempre

A mais simples verdade é que depois de ficarmos com o bichinho, o bodyboard é para a vida! A rotina altera-se e os comportamentos mudam. Muitas vezes a mudança é positiva porque passas a ter uma ligação especial com a natureza, ainda mais num campo de treinos tão incrível como são as ondas e os oceanos. Isso é francamente benéfico e recomenda-se, mas há sempre que saber gerir a atividade com a vida pessoal. Não queres perder aquela sessão clássica? Ou perder a noção do tempo para não falhares a compromissos com a tua namorada e amigos, e até entrares depois da hora no emprego? Bem, então para teu bem, tens que arrumar as ideias e definir prioridades. 

Facto5

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